Por Maryana Rodrigues

Vesti minha capa, me alonguei, me concentrei, preparei a voz como faço antes de cada evento. Começam as luzes. Tocava a música Uptown Funk do Bruno Mars…

Lá entrei, correndo cheia de energia e com a seguinte frase de quem me apresentava:

“E com vocês, a nossa SUPER palestrante: Maryaaaaaana Rodrigues!!!”

Na terceira passada no auditório, eu tropecei no meu próprio pé e beijei o chão! Primeiro com os joelhos depois com resto do corpo.

Todos estavam assustados sem saber o que fazer. Se perguntavam se fazia ou não parte da minha entrada, visto que sou personagem incomum a estes eventos… Quando alguém usa capa, se pode esperar tudo não é mesmo?

Pois bem. Aqueles segundos no chão me permitiram pensar em mil possibilidades. E entre elas: Fico? Levanto? Choro? Brinco?

Resolvi seguir e subi ao palco brincando com toda aquela situação. Estava arrepiada de dor mas tinha que entregar um evento para uma plateia que me recebeu CALOROSAMENTE BEM após o incidente.

Eu falaria sobre autoconhecimento e isso veio ao encontro das minhas reflexões sobre o tombo que escreverei a seguir.

Não me envergonhei com o TOMBO, pois acidentes nunca são previstos. Me envergonhei (e muito!) com a FALHA! Me inconformei em ter “falhado” na entrega do cliente, me culpei por não ter previsto que numa descida com carpete, correr não seria uma boa opção.

O que percebi é que POR MAIS preparo que exista, as intervenções acontecem e jamais estarão no nosso controle.

Não podemos nos abalar com fatores externos que apareçam.

Minha cliente deixou bem claro que o TOMBO não influenciou em NADA na entrega e mesmo assim ele me feriu. Cair pra mim naquele dia, demonstrou fraqueza, mal planejamento, falha e erro.

Hoje olho para a situação como uma chamada para a vida de verdade, no qual tombos acontecem o tempo todo!

Então, como lidar com nossas fraquezas e quedas?

Levantei ali em segundos, mas levantar do tombo ainda estou aprendendo. É muito mais complexo do que imaginava.

Sigo por aqui entendendo cada passo que dou e tentando não ter medo de cair de novo. Pois, se eu não continuar chegando nos limites, eu paro a minha expansão.

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